Jornal folha de são paulo diz que ‘lua nova’ se perde no meio do sangue com açucar meloso


Filme se perde entre esturricado de triste e sangue com açúcar de meloso.

Como em “A Um Passo da Eternidade” (1953), o segundo episódio da saga Crepúsculo, “Lua Nova”, que estreia hoje, tem uma cena de amor a dois à beira d’água.
Só que, em vez de beijo apaixonado nas marolas, o moreno galã Taylor Lautner, faz massagem cardíaca para reviver a protagonista Bella Swan. Ela tinha meio que tentando se matar, por amor.
A cena resume o filme, que mostra a via-crúcis da namorada do vampiro Edward Cullen após fazer 18 anos e ganhar dele um homérico pé na bunda.
Depois de ouvir “Você não é boa o suficiente para mim”, da boca roxa de Edward, ela cai em depressão.
Busca apoio no nativo-americano Jacob, que surge 15kg mais musculoso (e bem melhor ator) do que em “Crepúsculo”.
Ao conviver com os índios, Bella se embrenha no universo dos lobisomens – os únicos caninos à mostra nesse episódio.
Enquanto a mocinha sofre enfurnada, Edward leva seus muxoxos para passear. Atenção para a versão-relâmpago sombria do Cristo, no Rio.Quando estiveram de verdade no Brasil, há duas semanas, Stewart e Lautner disseram a Folha que o episódio teve produção maior que o anterior.
Mal se nota: os efeitos especiais são poucos e repetitivos, os lobisomens parecem cães akita gigantescos e as cenas de luta foram espichadas ao máximo para os 130 minutos ganhares alguma ação. Em vão.


Mas o maior desafio do roteiro era burlar o sumiço completo de Pattinson. No livro, Edward mal aparece e Pattinson é o que a garotada quer.
Para sanar o afã da plateia pelo cabelo bagunçado do ator,o diretos Chris Weitz usou um recurso fantasioso à “A Bússula de Ouro”: incluiu um fantasma do vampiro que aparece de quando em quando – e que no livro era um delírio sonoro.
A trilha sonora escolhida entre indicações da autora do livro é excepcional, e usada quase toda nos primeiros minutos de exibição.
Tem bandas indie rock como Director e Band of Skulls, sucessos teen como The Killers a até o Radiohead Thom Yorke.
Uma pena que rock não combine com os poucos momentos de amor do casal pudico. Edward e Bella se chamam de “felicidade” e fazem juras de amor em vez de dar bom dia.Mas pedem licença para se beijar.
Um filme de vampiro tão açucarado que, como nas películas B de terror, devem ter usado calda de chocolate para fazer as vezes de sangue.

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