Entrevista de Kris para a HiT Fix

Traduzimos para vocês uma mega entrevista com a Kris para o HitFix, em que ela fala sobre Lua Nova, Eclipse e muito mais.

Muitas coisas podem acontecer em um ano. Há 12 meses, na conferência de imprensa de Crepúsculo, Kristen Stewart parecia um pouco cansada por causa da correria da divulgação do filme, uma entrevista atrás da outra, marcando presença nos programas de tv, tudo isso para promover o blockbuster de 2008. Dessa vez em Lua Nova, os holofotes assumiram seus papéis muito antes da divulgação do filme começar, e Stewart não teve um minuto de folga. Esse tipo de pressão poderia fazer com que muitos atores se distanciassem da imprensa, mas com Kristen foi o contrário.

Na conferência que ocorreu no Four Seasons, Los Angeles, na última sexta, Stewart parecia muito calma, confiante, animada e em paz com aqueles que fazem de sua vida um espetáculo 24h por dia. Muitos jornalistas, que tem acompanhado a atriz desde a Comic-Con do ano passado, ficaram surpresos com o bom humor de Stewart.
A atriz deu detalhes de como foi trabalhar com o diretor Chris Weitz, falou de seu amor pela personagem Bella, a responsabilidade para com os fãs, seu orgulho pela performance de Taylor Lautner, e comentou sobre os fãs na Comic-Con. E isso é apenas a ponta do iceberg.

Ainda, Stewart falou sobre Lua Nova e sobre o próximo filme da saga, Eclipse, “O que realmente gosto em Eclipse é que eu pude explorar os diferentes níveis de amor, e reconhecer que os ideais que você tinha há algum tempo não são verdadeiros. A Bella é muito honesta e isso foi algo que senti. E em Eclipse ela mente para si mesma e para todos a sua volta sobre o amor que sente por Jacob, mas de uma forma diferente.”
E ela também comentou sobre o quão assustadora a Victoria interpretada por Bryce Dallas Howard será.

Como tem sido este ano com tantas reportagens que saíram sobre o Lua Nova?

Acho que me sinto mais confortável em falar sobre mim, e sei que as pessoas realmente levam em consideração o que digo. Sempre fiquei intimidada com isso, tanto que pensava mil vezes no que ia falar, eu não queria parecer insegura sobre algo que realmente gosto de fazer. Foi aí que percebi que ao invés de ficar pensando no que falo, ‘eu coloquei meu coração e minha alma neste filme e eu o amo.’ Isso é o que eu deveria ter dito ao invés de ‘Bem, vocês sabem, essa é razão lógica de eu amar o filme, é isso.’ Me sinto mais confortável agora. Todos os boatos e essas coisas dos tablóides já eram mentiras, mesmo antes de eu me tornar esse tipo de estrela – é como um show. Um show ridículo.

Tipo uma novela com o seu nome?

Isso mesmo, com um realismo falso. Uma novela que parece real, mas você não tem tanta certeza disso. Isso não me incomoda mais. Não levo para o lado pessoal. Felizmente, já estou aprendendo a lidar com isso, fica mais fácil conseguir falar sobre o meu trabalho.

E como foi seu trabalho neste filme?

Me diverti muito neste filme. Foi bem intenso. Isso porque a natureza da história muda de direção. Nós firmamos algo no primeiro. Estabelecemos uma ideia lógica do amor e basicamente dizemos que sua personagem principal, a protagonista está errada. E a história mostra como é ficar sem o Edward. O que realmente gosto em Lua Nova é que você vê a garota voltar à vida após se precipitar ao querer passar a eternidade ao lado de um vampiro, você acredita nela. Ok, você não é tão velha assim, mas tem maturidade para saber que ainda tem que viver sua vida. Ela cresce com tudo isso. E sim, você não sabe mais do que estou falando. (risos)

As cenas com a Victoria em Lua Nova são de dar medo. Como foi trabalhar com a Bryce Dallas Howard no papel de Victoria em Eclipse?

Bem legal, a Bryce é assustadora. Ela é um doce de pessoa, e é engraçado vê-la sendo malvada, depois boazinha. Mas a Victoria para Bella é como um medo constante. Mesmo quando ela não está por perto, ela é assustadora. A Bryce é uma ótima atriz e foi muito fácil ficar com medo dela.

Você pode falar sobre o novo diretor? Como foi trabalhar com o Chris Weitz?

Ele é tudo de bom. Acho que para ser um bom diretor, você tem que ser uma pessoa boa, uma pessoa que se importa com os outros, e não conheço alguém mais compassivo que ele. Não poderia ter conseguido fazer esse filme se não houvesse um ambiente tão agradável e confortável como o que tivemos. E foi o que ele proporcionou. Ele é um dos caras mais engraçados e inteligentes que conheço. Ele realmente ama esse filme. Ele não está querendo ficar famoso por dirigi-lo. Não era só fazê-lo de qualquer jeito. Ele me ajudou em tudo, ele fez o filme que vocês irão assistir. Ele é inacreditável. Amo ele.

Como ele te ajudou?

Ele fez uma coisa super legal que nunca vi um diretor fazer. Ele fez um tipo de planilha mostrando o que deveríamos fazer, como ele ia tornar tudo mais fácil para todos, e nos mostrou como gostava de trabalhar. E não foi só isso, ele não só nos deu uma ideia de colaboração, mas era como se nos convidasse a participar do projeto, dizendo ‘Por favor, todos amaram isso, por favor, acreditem nisso e trabalhem duro.’ Você sabe o que isso quer dizer? E também tinha o fato dos efeitos especiais, e ele disse que sentia muito porque em boa parte do filme haveria efeitos especiais, e teríamos que reagir a eles, mas ele sempre nos falava como deveríamos fazer a cena, e estava sempre ao nosso lado. É difícil trabalhar com efeitos especiais porque você nunca sabe ao que está reagindo. Ele já tinha um resumo de como o filme seria. E com a maioria dos diretores é diferente, você sabe, eles dizem ‘Vocês fizeram anotações do nosso encontro?’ ‘Ah, não, esse é o trabalho de vocês.’ Ele é maravilhoso. Amo ele.

O Taylor está no caminho de se tornar um grande astro e, obviamente, sabemos o que acontecerá na história por causa dos livros. Entretanto, se você pudesse apagar tudo e recomeçar, você não acha que a Bella ficaria melhor ao lado do velho Jacob?

Eu sei. Confie em mim. Eu te entendo. (risos)

Você pode falar sobre o Taylor? Houve tantas controvérsias sobre sua volta ao filme, e ele acabou fazendo um trabalho incrível.

Totalmente. Sim, acho que todas essas controvérsias o fortaleceram. Tínhamos que ter certeza de quem quer que fosse interpretar o Jacob, faria o verdadeiro Jacob de Lua Nova. E foi o que ele fez, não falando apenas da parte física. Ele amadureceu. Eu sempre soube que o Taylor poderia fazer isso, só tínhamos que ter certeza porque era algo muito importante. E ele provou isso para si mesmo, e não foi tão difícil, até mesmo vê-lo andando pelo set foi uma experiência diferente. Ele literalmente virou outra pessoa. Ele cresceu. Ele está tão confiante e é o cara mais legal que já conheci. Sei que não estou me expressando direto, mas ele é o cara mais legal que já conheci. Ele é ótimo. Estou muito orgulhosa dele.

As filmagens estão acontecendo rapidamente. Você pode falar sobre isso? Você acha que se lembrará disso daqui há cinco anos?

Certo. Bom, há muitas coisas que eu tenho que dizer para mim mesma, tipo ‘Ok Kristen, Volte à realidade.’ Sabe como é? ‘Tenha certeza que isso não será algo que você esquecerá daqui há algum tempo.’ Você tem que se focar no presente. Mas eu sinto que tenho a oportunidade de escolher os momentos que quero lembrar para sempre, me focar nas coisas legais, os dois últimos anos foram ótimos. Tenho muita sorte por causa disso.

Como é trabalhar em Vancouver? Você tem algum lugar preferido lá?

Adoro Vancouver. Quando estávamos filmando Crepúsculo não tive muitas chances de sair por lá como gostaria. E sou uma pessoa meio chata. Não gosto de ir a bares, esse tipo de coisa que acaba virando um ‘evento’. É um lugar muito bonito.

O que você mais gosta na cidade? Tem algum lugar preferido?

Gosto de sair por lá. Não tenho um lugar preferido. O clima é diferente daquele que estou acostumada, e não tenho mesmo nenhum lugar preferido. De verdade.

É verdade que você começou a andar de moto, e se for, você gosta disso?

Nunca serei uma motoqueira. A ideia de dirigir, quero dizer, tenho medo de carros, e a ideia de pilotar motos é algo que nunca vou ficar a fim de fazer. Eu fui rebocada. Eu estava atrás de um caminhão, e provavelmente parecia ridícula fazendo isso. O Taylor pilota muito bem. Era ele mesmo na cena. Deixei isso com ele. Eu não ia fazer o mesmo. Acho que eles não deixariam. Eles botam mais fé no Taylor para fazer isso.

E se fosse com outra pessoa dirigindo, você toparia?

Isso aconteceu. Eu fiz isso. E não gostei. É tão estranho. Não sei se você já fez isso, mas parece que você vai sair voando. Não gosto muito disso não.

O que tem de mais gratificante em fazer parte de um fenômeno como esse? Quais são os desafios?

Acho que o que mais gosto é que posso manter isso como algo pessoal. Continua a mesma coisa, como se a saga não tivesse virado uma franquia, significa para mim o mesmo que os outros filmes que fiz. E também outra parte boa é o fato de que não é assim. O fato de que há pessoas afetadas por ele, e investem nele tanto ou mais do que eu, e isso é bem mais significativo. É como eu disse ao Chris, se você não gosta das pessoas, e não quer fazer os filmes porque não se preocupa com elas, você só está nessa para ficar rico e famoso. O fato disso ser tão importante para tantas pessoas é o que me deixa feliz. É isso. É isso que acho.

Ser uma celebridade hoje parece algo muito mais louco do que era há cinco, dez anos. Estou curiosa, você tem vários fãs. Como é ter fãs que querem saber sobre sua vida pessoal?

Certo. Bem, eu não sei. Não acho que alguém consiga lidar com isso. A partir do momento que eu parei de controlar tudo aquilo que digo, eu virei uma pessoa mais feliz, e tudo ficou mais fácil. Eu cresci e aprendi a não me importar tanto com isso, tentar não pensar a respeito, acho que assim conseguirei lidar com a coisa toda. Não são impressões falsas. O que as pessoas acham aparecerá em momentos isolados. Se você der importância a tudo isso é pior. Estou legal com isso. Vou fazer aquilo que quero fazer, vou dizer aquilo que quero dizer… (risos) Eu deveria parar de tentar controlar o que falo. Sempre tentarei manter aquilo que é próximo a mim. As pessoas sempre irão querer saber, e eu entendo já que interpretamos personagens que várias pessoas gostam, e eu entendo o porquê deles quererem saber mais sobre nós, de nos querer juntos, e tudo isso. É só não ficar pensando nisso.

Olá Kristen. Como as filmagens na Itália acrescentaram o romance à sua personagem?

O fato de não ter que estar em um set, realmente fomos à Itália, fez com que tudo ficasse mais fácil para entrar nesse mundo. Quero dizer que foi legal ir à Itália, e não tivemos que fingir isso, acho que isso acrescentou – como o Chris disse – algo no filme que de outra forma não ficaria igual. Ir de Forks à Itália é um grande contraste, e só a ideia em si é romântica. Tem que estar lá para sentir. Sim, é claro que estar no lugar de verdade ajuda muito.

Você pode falar um pouco sobre a cena do rompimento com o Edward, e como foi filmá-la? Eu sei que várias garotas choraram durante a cena.

Isso é bom. (risos) Essa é a parte assustadora. Eu estava preocupada em estragar tudo, e comecei a pensar no que a Bella estava sentindo, os problemas com os quais ela estava lidando. O livro é como um ícone, não há nada assim na realidade. Não é como uma cena de rompimento normal porque eu sei como isso é, mas eu não sei como é terminar o namoro com um vampiro, por quem eu fui fisicamente e psicologicamente mudada. É como se de repente você ficasse viciada em algo, e não conseguisse ficar longe disso. É como se tirassem algo de você. Foi a cena mais intimidadora do filme todo, não sei como explicar . O Chris realmente me ajudou. É sobre sentir algo forte e querer falar disso. Não sei. Era conversar com ele, ler o livro, não havia outros atores na cena. A cena que fizemos juntos, o Rob e eu, é algo que não acontecesse normalmente. Não era por causa dela que fiquei intimidada. A Bella não acredita no que aconteceu. E é assim que funciona. Eu estava com medo da falta que ela sentia dele. ‘Como vou me sentir sozinha, no meio de um monte de árvores e com várias pessoas à minha volta me assistindo morrer?’ Basicamente, eu tive aquilo que seria a cena de uma morte, mas estando viva, me levantei e continuei a viver. Foi difícil. Quero dizer, eu assisti ao filme e gostei, mas não sei se alguém iria conseguir trazer isso à vida do jeito que a Stephenie escreveu.

Houve mais cenas ou momentos desafiadores para você?

Sim. Isto é o mais difícil, eu quero definir melhor. É um conflito emocional. Bella tem certeza sobre tudo, e ela fica confusa o tempo todo, sem saber o que fazer. E é difícil interpretá-la assim porque ela não é desse jeito. Isso foi difícil. Não consigo pensar em uma cena em particular. Foi difícil ficar indo e voltando, porque você não grava o filme em sequência. Eu tinha cenas com o Jacob nas quais eu estava viva e feliz, e depois outra cena na qual ficava deprimida, e depois ia almoçar, na volta tinha que ficar em minha cama gritando por horas. Então, essa foi a parte difícil.

Qual foi o momento mais louco que você teve com os fãs até agora?

A coisa mais engraçada do mundo aconteceu comigo no Brasil. Tive várias experiências diferentes. Alguns fãs te tocam, ficam assustados, e outros são loucos. E às vezes alguns são divertidos. Eu fui ao Brasil, desta vez eu e o Taylor fomos à América Latina e o Robert foi ao Japão. Eles nos mandam a todos os lugares. Não é nada de mais. E esse cara estava nos seguindo. Quero dizer, havia uma multidão, mas esse cara era persistente, e dizia ‘Cadê o Hobert? Cadê o Hobert?’ E eu não consegui parar de rir, me senti mal porque ele estava distraído e emocionado, mas eu disse ‘É Robert.’ E foi engraçado. Eu achei engraçado. Às vezes você recebe cartas que te tranquilizam, as pessoas dizem coisas boas. É engraçado quando você pode realmente se relacionar com os fãs em um nível humano, isso acontece o tempo todo e as pessoas acham que isso é impossível. Então, quando acontece, é uma coisa legal.

Você já se assustou com isso?

Se me assustei? Não, tenho medo de multidões, não quando a pessoa está sozinha. Mas fico intimidada com várias pessoas por perto.

Kristen, tenho duas perguntas. Quando foi anunciado que o Chris Weitz seria o diretor, houve uma citação da Stephenie dizendo ‘Vamos ver como um homem faz o filme.’ E eu queria saber se você teve algum problema com a mudança de diretor, da perspectiva de uma mulher para a de um homem. E a outra pergunta, você vê a Bella como um exemplo para as adolescentes, já que ela é uma garota que está no controle da situação?

Ótimo. Acho que a Bella é uma ótima personagem, mas não para as garotas se espelharem nela. Não é isso. Ela é uma garota normal, e ela se parece com as garotas porque é uma pessoa maravilhosa e não sabe disso. Ela não é muito confiante, mas não é arrogante. É meio estranho ser assim. Acho que ela tem muitas qualidades femininas para uma personagem literária, acho legal que as garotas se espelhem nela porque ela é uma pessoa inconstante e sem pudores. É tipo, ‘Posso cometer erros e vou cometê-los. Vou fazer isso agora mesmo. Não vou ficar com vergonha disso,’ Entende? A Bella é assim. Acho que ela é um bom exemplo para as adolescentes. E sobre o negócio do diretor? Um é diferente do outro. Não sou tão boa assim para sentar aqui e analisar como uma mulher teria feito o filme. Os dois personagens com que a Bella lida são homens, e cada um vê essa relação de um jeito diferente, não consigo pensar em algo para responder.

O que você acha dos boatos sobre você e o Robert? Como encara isso?

Eu entendo que é difícil para as pessoas separarem os personagens dos atores, isso acontece. As pessoas estão tão obcecadas com isso, é incrível como elas passam tanto tempo querendo saber da vida das outras. É estranho. Como eu disse, não posso fazer nada a respeito. Estou levando isso de boa, não me afeta mais.

Você falou sobre tentar curtir o filme. Há alguma lembrança do set que ficou marcada para você?

O único momento que realmente me marcou durante as gravações de Lua Nova foi quando estávamos na Itália. A última coisa que gravei foi quando corri por uma praça cheia de pessoas. Essa é só uma parte da cena que estou correndo. E havia muitas pessoas, muita energia e eu podia sentir que todos estavam na expectativa daquela cena. Eu não podia estragar. Eu tinha que estar completamente preparada até o último momento. Eu lembro da segunda vez que acabamos de gravar, e eu disse na Comic-Con que meu momento favorito em Lua Nova foi quando terminamos as gravações, e as pessoas entenderam isso errado. Não que eu tivesse ficado feliz por ter acabado o filme, na verdade, foi um momento marcante porque eu literalmente desmoronei. Era como se eu não pudesse lidar com algo assim, e foi uma das experiências mais legais que já tinha vivido em um filme, e o Chris estava lá, e isso foi algo que fizemos juntos. Foi uma sensação boa. E foi o que mais me marcou.

No que você se parece com a Bella?

Sou protetora como ela. Sinto que compartilhamos isso. É estranho. Se você fosse falar sobre o personagem, de uma maneira que não fosse nada pensada ou irreverente, eu diria que você está errado. Eu a defendo demais. Então, sim, eu gosto muito dela.

Você pode falar sobre um momento que se destacou em Eclipse e como foi trabalhar com o David Slade?

Eclipse se parece com Lua Nova porque começa de um jeito e muda completamente depois. Quando você começa a pensar que vai ver a mesma história, ela muda de uma hora para a outra. A Bella está mais confiante. Ela se sente mais confortável, segura. De certo modo, ela não é a mesma que é em Lua Nova. O que realmente gosto em Eclipse é que eu pude explorar os diferentes níveis de amor, e reconhecer que os ideais que você tinha há algum tempo não são verdadeiros. A Bella é muito honesta e isso foi algo que senti. E em Eclipse, ela mente para si mesma e para todos a sua volta sobre o amor que sente por Jacob, mas de uma forma diferente. Não é somente algo extra que você não consegue descrever, e eu amei ver isso, adorei poder ter os três personagens juntos na mesma cena. Há, literalmente, uma cena em que o Jacob e o Edward, que são inimigos mortais, estão juntos e a Bella está dormindo entre eles, é estranho estar em uma situação dessa. Assim foi a história, tivemos muito que fazer. Há uma pequena batalha, e houve mais coisas do que em Lua Nova, foi bem legal. Sempre tive pouco tempo para fazer as coisas. Ver como essa personagem cresce é sempre uma surpresa para mim. Não vejo a hora de começar o quarto filme, tenho certeza que no próximo ano direi que tudo o que estou falando agora está errado. Quero dizer ‘Eu conheço a Bella melhor agora, blá blá blá….’ E nós realmente estabelecemos uma dinâmica. Sei como é a relação da Bella com o Edward, você não consegue estragar isso, sei como ela lida com ele. Sei como é sua relação com o Jacob, sua relação com o Charlie. E ter outras pessoas com você nesse processo sempre te dá uma perspectiva diferente. O David apareceu com várias ideias que eu nunca tinha pensado. E ele é muito bom nessa coisa toda de aspecto técnico. Eu tinha que me sentir segura pois ele sabia o que estava fazendo. E tanto eu, o Rob e o Taylor, fizemos o que tínhamos que fazer.

Falando em Amanhecer, você já escutou alguma coisa sobre quando começarão a gravar? Ouvi alguns boatos que seriam dois filmes. É verdade?

Não sei de nada. (risos)

Como você vê a imoralidade quando…

Como você vê isso quando nunca passou por algo assim? Certo? Ok, só posso ver isso de um jeito para a Bella porque ela é humana. Acho que essa é uma pergunta interessante para os vampiros, porque o jeito que eu vejo a imoralidade, porque eu sou Kristen e minha perspectiva como Bella é que isso é algo completamente desconhecido, mas se houver um motivo certo eu estaria disposta a aceitá-lo . Ela está tão disposta a dizer que não, mas ela quer fazer isso pelo Edward. Ela está disposta a sacrificar qualquer coisa por ele. Mas é uma grande mudança para sua vida. Ela tem medo dessa mudança. E não é necessariamente uma maneira muito saudável de encarar as coisas, porque nada está acontecendo assim. Eu deveria estar falando agora com o Chris. (risos) Se você está diante de algo que é completamente desconhecido, mas está disposta a aceitar tudo por ele, talvez seja isso que você conseguirá. Isso se chama esperança, é por causa disso que levantamos todos os dias. Imortalidade é tão assustadora na história quanto a moralidade. Viver para sempre parece ser algo bem legal, mas é assustador. E na nossa história significa dar a sua alma ou pelo menos dá-la ao Edward. Assim, as linhas de crença pessoal ou teologia, como ter fé ou pensar no que vai acontecer quando você morrer, são essas coisas que pensamos incessantemente no filme, pensamos até mesmo nas coisas que Bella e Edward discutem.

Como você consegue equilibrar o fato de interpretar alguém introvertido como a Bella, e depois alguém real como a Joan Jett?


Certo. Eu só interpreto personagens que acho que de algum maneira são reais, se eles não fossem assim eu não conseguiria fazê-los. Graças a Deus que isso não tem acontecido. Eu interpretei não a Joan de hoje em dia, mas a de seu passado, e pelo roteiro e por sua história eu senti que tinha que saber como ela era, e não ficar intimidada com isso. Apesar de estar preocupada em fazer tudo direitinho, eu queria representá-la, não imitá-la. Queria ser natural. Interpretar a Joan não tem nada em comum com interpretar a Bella. Foi um período curto entre elas, mas foi uma boa oportunidade porque tinha que ser assim. Eu gostaria de ter mais tempo, mas como eu disse, logo que vi todos os personagens no set, o Rob e o Taylor, eu já entrei no clima do filme.

Você falou sobre a Bella ser um modelo para as adolescentes, mas ela parece fazer qualquer coisa pelo Edward, mas quando entra em depressão por esse amor, ela vira uma viciada em adrenalina que está tentando se matar de algum jeito. Você não fica preocupa que garotas de 12, 13 anos vejam isso e realmente tenham tal ideia?


É uma história muito extrema. Acho que as crianças que lerem a história têm que ser um pouco mais maduras do que isso. Acho que a única razão pela qual as pessoas fazem isso é porque são assim. A única justificativa que posso dar é que talvez eu seja uma garota imatura também, e sinto que preciso fazer algo assim. E esse “algo” seria fazer qualquer coisa. E depois vão dizer que você cometeu um erro e que está errado? Se você está disposto a dizer que cometeu um erro e ‘Eu estava errada e eu vou tentar outra coisa’ não há nada admirável nisso – não tem porque se envergonhar de tê-lo feito. Seja extrema. Lute pelo que quer. Acho que isso é importante. Sei que este é um filme sobre a imoralidade / moralidade, mas você vive apenas uma vez. Quero dizer, não estou tentando fazer a cabeça de ninguém, só estou explicando a história, e é isso que acho.

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