A dona de casa que se tornou uma das principais escritoras da atualidade


Até 2 de junho de 2003, Stephenie Meyer era apenas a mãe de três filhos, que cuidava da família e começava a rascunhar seu primeiro romance. Nem imaginava que, depois daquele dia, se tornaria uma das escritoras mais promissoras da década. Tudo graças a um sonho que ela teve na madrugada, em que uma menina se apaixonava por um vampiro. Desse sonho, nasceram os quatro volumes da série Crepúsculo, que venderam milhões de cópias no mundo todo, e que hoje brilham também em suas adaptações para o cinema. São conquistas extraordinárias para quem sequer acreditava que alguém fosse ler alguma de suas obras. No papo a seguir, a americana fala mais sobre isso: conta como é a vida de escritora e comenta o inesperado sucesso de seu trabalho.
Expectativas no primeiro livro

"Eu achei que ninguém iria ler além de mim. E então minha irmã se envolveu e me contou um segredo – que eu estava escrevendo algo especial. Foi ela quem disse que eu tinha que tentar publicar e continuar me esforçando ao máximo até que conseguisse. Claro, achei que (a publicação) iria ser negada. Quando um agente se interessou pelo livro, pensei que nenhuma editora jamais iria colocar as mãos nele. E, quando a editora quis mais três livros, eu esperava que todos fossem um fracasso… Provavelmente você irá dizer que sou pessimista. E é porque sou pessimista que cada novo passo me surpeendeu. Ainda não acredito que estou aqui fazendo isso. É muito louco.”
Livro x filme

"Tivemos que cortar muita coisa. Na verdade, a Melissa Rosenberg (roteirista) teve que cortar. Não sou boa nisso, então, foi melhor eu não me responsabilizar por essa tarefa. Acho que é a parte mais difícil. O livro é bem subjetivo, pessoal, escrito sob o ponto de vista de Bella e muita coisa é baseada apenas nos pensamentos dela.”

Sucesso mundial

"Eu não esperava que a história fosse se tornar popular nem nos Estados Unidos. E, quando outros países começaram a se interessar, não sabia como seria traduzido. A trama fala de uma garota de uma pequena cidade dos Estados Unidos e isso parecia muito doméstico para mim. Pessoas na Alemanha, por exemplo, fariam a conexão da personagem com sua experiência numa escola americana? Os espanhóis realmente teriam esse cuidado? Então, ver que todos estão passando as ideias da mesma forma que pensei tem sido muito legal.”

Edições internacionais

"As cópias deveriam estar na minha sala agora (risos). Mas eu nem tenho mais espaço para todas elas! Tenho minhas favoritas… As edições alemãs têm belas capas, eles fazem livros bem bonitos. As versões brasileiras são bem sofisticadas. Mas as minhas prediletas mesmo são as versões japonesas, porque elas possuem ilustrações. São lindos os desenhos dos personagens.”
Ser escritora

"Nunca considerei isso como uma carreira, nem quando estava na faculdade me especializando em Inglês. Até imaginei que seria muito legal ser uma editora, mas era algo fora da realidade. Não tinha como eu conseguir um trabalho assim, achava impossível. E se eu pensasse: ‘Estou escrevendo um livro, então estou começando uma carreira agora’… Eu não podia fazer isso, poderia ser pressão demais para mim. Estou feliz porque escrevi sozinha e desse jeito foi melhor.”

Escrever x família

"Em Crepúsculo, eu estava muito obcecada em escrevê-lo. Enquanto estava lá fisicamente, fazendo todas as outras coisas que eu tinha que fazer, mentalmente eu estava em outro lugar. Por três meses, fiquei nessa. Foi algo bem estranho. E tem sido um processo aprender a equilibrar isso. É difícil quando você está envolvida em uma história e tem que sair dela. É uma coisa com que ainda estou lidando.”
Comparação com J. K. Rowling
”Sabe, na primeira vez em que ouvi isso, fiquei lisonjeada. Quem poderia sequer pensar numa coisa dessas? Mas, mesmo assim, achei que foi injusto com ela (risos). Quer dizer, nunca teremos uma outra J. K. Rowling. Sou uma superfã dela. Quem alguma vez na história do mundo agradou tanta gente ao mesmo tempo? Eu a reverencio.”

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