IESB entrevista os lobos

É em Lua Nova que os lobisomens fazem sua primeira aparição. Os lobisomens protegem a tribo, e são escolhidos para assim serem pelo destino, não tendo como recusar a transformação e tendo pouco controle sobre ela. É isso o que acontece com Jacob Black (Taylor Latuner), o melhor amigo de Bella.

Durante a conferência de imprensa do filme, seus co-stars Chaske Spencer (”Sam Uley”), Alex Meraz (”Paul”), Bronson Pelletier (”Jared”) e Kiowa Gordon (”Embry”) falaram sobre a união que realmente aconteceu entre os membros da matilha dos lobos.

Como foi que vocês fizeram para ficar com esses tanquinhos? Houve um acampamento de lobos para conseguir isso?

Chaske: Não, eles nos fizeram malhar muito. Foram horas de treinos. Tínhamos um personal trainer. Foi um cara que trabalhou no filme 300. Ele nos colocou em um treino de quase 1 hora e 10 minutos, era um circuito de exercícios e uma confusão de músculos. Comemos muito também. Tínhamos seis refeições ao dia, tomávamos três shakes de proteína por dia.

Alex: E graças ao Chaske, comemos muitas tortas de maçã.

Chaske: É verdade, eu fui uma má influência.

Bronson: Tínhamos um treino bem pesado, condicionamento, musculação e um monte de cardio. Foi bem intenso.

Alex: Foi algo crucial também. Isso ajudou a construir a química entre nós no set, e até mesmo nas filmagens. Acho que isso ajudou muito. Foi algo bom para nós. Nos ajudamos bastante. Um zoava o outro, apostávamos quem conseguia fazer mais flexões, coisas do tipo. Acho que isso nos ajudou na caracterização dos personagens.

Chaske: Você vê essa química no filme. Todos nós saímos juntos, e é algo surpreendente porque em alguns filmes isso não acontece. Mas desta vez eles escolheram as pessoas certas.

Bronson: Somos definitivamente irmãos, tenho certeza disso.

Vocês não tiveram problema algum em ficarem bonitos sem camisa na chuva. Foi difícil gravar essa cena?

Chaske: A parte da chuva foi bem difícil. Teve uma hora em que a gente teve que se abraçar para tentar ficar quentes. Estava muito frio, mas passamos por isso juntos.

Alex: Acho que o Bronson tem uma melhor explicação para isso. Ele disse que era como se fossem pedaços de vidro batendo na nossa pele.

Chaske: Nossos mamilos ficaram duros também.

Bronson: Sim, definitivamente! E além disso, havia a chuva falsa também. Não era uma chuva aquecida, pense você. Ela era bem gelada. Foi algo intenso.

A cena na casa da Emily é bem interessante porque acontece logo após uma briga entre os lobos. Como foi filmá-la?

Chaske: Acho que é quando você vê todos os personagens juntos. Eles conversam, é quando vemos que os personagens do livro estão vivos. Além do mais, eu tive uma cena de beijo com a Tinsel Korey, que foi muito bom.

Alex: E falando nisso, é a primeira vez que os vemos mais como humanos. Você vê a relação que eles tem, e que são irmãos. Até então, eles só pareciam ameaçadores. É mais um prenúncio. Antes disso, você vê a cena na qual o Paul tenta matar a Bella. É quando você vê toda a loucura dele, acho que isso ajudou muito.

Bronson: Definitivamente mostra a camaradagem que existe entre nós.

Chaske: E há um pouco de humor também. É quando você vê a química entre nós.

Vocês tiveram que continuar com esse treinamento para Eclipse? Foi difícil manter isso?

Alex: Foram quatro meses de folga entre as filmagens. Foi difícil manter isso.

Chaske: Foi difícil porque é uma dieta. E isso é difícil mantê-la.

Bronson: A parte da dieta é muito importante.

Vocês falaram da ligação entre vocês. Vocês saiam juntos?

Chaske: Sim.

Bronson: Ah, claro que sim. Adoro sair com esses caras.

Chaske: Gravamos muito. Há várias pessoas no elenco, e tivemos a chance de sair com todos eles. Acabávamos saindo entre nós mesmo. Sempre em boa companhia.

O que vocês faziam em Vancouver?

Chaske: Íamos ao boliche. Era legal.

Bronson: Assistíamos a filmes toda hora. Saímos para dançar.

Chaske: E malhávamos juntos.

Vocês ficaram no mesmo hotel?

Alex: Sim, ficamos no mesmo hotel. E mesmo quando não estávamos gravando, mandávamos mensagens um para o outro para garantir que todos estavam vivos. Somos como irmãos. Cuidamos um do outro, e isso é importante. Tivemos sorte por participar de um filme no qual o pessoal do elenco se preocupa com o outro, o que é muito importante. Estávamos empenhados em fazer Eclipse, e isso ajudou. Acho que as pessoas perceberão isso no filme.

Chaske: Você tem que entender que todos nós estamos passando pelo mesmo processo. Não somos apenas indivíduos no meio desse fenômeno que é Crepúsculo. Tínhamos que ter certeza de que todos estavam bem. Toda essa atenção pode mexer com a cabeça de uma pessoa. Ninguém te dá um manual sobre como enfrentar isso, e tínhamos que fazer isso por nós mesmos.

Alex: Não chorem por nós!

Chaske: É verdade, estamos muito felizes com tudo isso.

Como fazer parte dessa franquia mudou a vida de vocês?

Chaske: O legal é que ajudamos as pessoas também. Você conhece algumas pessoas, é muito legal. Eu lembro de quando encontrei os heróis da minha infância e foi como “Nossa, eles são muito legais. São pessoas maravilhosas.”

Bronson: Eu participei de alguns eventos do Make-A-Wish Foundation, tornando o dia de alguém melhor. Se você tem esse tipo de poder, use-o, é muito bom.

Alex: Acho que ao representar os nativos americanos nessa franquia, temos a responsabilidade de passar uma boa imagem deles. Estamos representando os nativos, e eles irão assistir a isso. Acho que é a nossa vez de mudar a versão hollywodiana dos nativos americanos, aqueles nativos dos cabelos longos, nobres, que usam roupas de couro e penas. Agora você vê algo contemporâneo, e nos vê como humanos. É algo ótimo. Bem, nós somos o tipo de humanos, mas nós não somos demonizados, o que é importante. Isso é feito de um jeito bem interessante.

Chaske: Será um dos maiores filmes deste ano.

Foi isso sobre a cultura dos nativos americanos que vocês quiseram passar com o filme?

Alex: Durante o processo da escolha do elenco, quando eu estava esperando para saber se tinha conseguido ou não o papel, havia uma reza que eu fazia todas as noites. Eu pedia permissão para representar a tribo quileute. Pensava em coisas positivas. Na essência, apesar de estarmos falando de sua mitologia e criação, é algo misturado com fantasia, mas ainda sim estamos mostrando sua cultura. Precisamos ter consciência disso e pedir permissão aos nativos antepassados, aos do presente e do futuro. É algo a ser pensado. Os nativos têm o direito de protegerem suas histórias.

Chaske: Todos nós somos nativos, não estamos fingindo sermos algo.

Alex: Somos nativos americanos. Não é um termo linear.

Chaske: Tentamos fazê-los do jeito certo, porque temos a sorte por fazer isso e por representar nosso povo mais contemporâneo. Muitas responsabilidades vêm com isso. Outros papéis, sem ser de nativos, estão sendo oferecidos a nós. Temos sorte e somos abençoados por causa disso. Temos muito que mostrar. Ser um nativo mostra que vemos as coisas por outros ângulos. Temos uma visão diferente da vida também. Gostamos do jeito que a Stephenie os escreve e os representa. Somos abençoados por estarmos aqui.

Por serem nativos, vocês tem uma ligação com a terra e os animais. Vocês se sentiram diferentes ao representarem lobos?

Chaske: Você tem que manter um equilíbrio também. Conheço muitos nativos que são advogados, doutores, eles nem sempre tem cabelos longos ou usam tranças. Acho que isso é um equívoco do estereótipo que Hollywood e a cultura pop tem sobre nós. Nem todos são daquele jeito.

Alex: Hollywood acha que o Adam Beach foi o único nativo que restou.

Chaske: Perdi muitos papéis para esse cara.

Alex: Sim, os nativos estavam extintos, só existia o Adam Beach. Eles quase o colocaram no Smithsonian como o último nativo vivo. É bom que as pessoas comecem a se interessar por isso. Temos que agradecer à Rene Haynes, que era uma nativa que ajudou na escolha do elenco. O Joseph Middleton fez a primeira parte do casting, mas foi a René, que já havia trabalhado com o Chaske e comigo para outros projetos, que nos escolheu. Ela sabe das coisas. Foi algo muito bom que a Summit fez. Eles queriam ter certeza que estavam fazendo as coisas certas ao criar a matilha.

Que tipo de música vocês escutaram para se inspirarem ao tentar matar a Bella?

Alex: Bastante rap e hip-hop.

Chaske: Durante a malhação, escutávamos Beastie Boys, Metallica e Linkin Park.

Alex: E também 50 Cent.

Chaske: E eu escutei muito Mazzy Star durante Lua Nova.

Vocês podem descrever a sua relação no filme com o Jacob?

Bronson: Ele é como se fosse nosso irmão mais novo.

Kiowa: Ele é meu melhor amigo no filme. E a gente meio que se assusta ao ver a matilha do Sam. Somos garotos normais, e esses caras ficam por aí andando sem camisa, pensamos que eles fazem parte de uma gangue, são os pacificadores da tribo, falando o que pode ou não ser feito.

Chaske: Nós o ajudamos em sua transformação. Ele não quer se tornar um lobisomem. Nenhum de nós quer isso. Apenas acontece. E é com isso que temos que lidar. Nossa transformação acontece quando os Cullen aparecem. Meu personagem é o primeiro a se transformar, então minha relação com eles é como se o Sam fosse o irmão mais velho, o pai que tenta ajudá-los. Somos como um bando de irmão, como em uma banda de rock. E, de repente, o Jacob começa sua transformação e tem escolhas a fazer. Ele se junta a nós. Nós ficamos com ele e dizemos que isso não é tão ruim como parece.

Alex: É como passar pela puberdade. É isso que dizemos ao Jacob. “É como passar pela puberdade. Você vai ganhar muitos cabelos, as coisas vão mudar, mas você vai superar. Haverá alguns surtos de crescimento, mas você ficará bem irmãozinho.”

No filme vocês têm tatuagens. Você tem tatuagens de verdade, ou gostariam de ter alguma?

Alex: Todos nós temos tatuagens.

Chaske: Temos tatuagens de verdade sim.

Alex: Leva umas três horas para cobri-las. Uma coisa que estávamos conversando é que talvez, dependendo de como for, no final do último filme faremos tatuagens da matilha.

Chaske: Sim, tem sido uma experiência muito real para nós.

Alex: É um marco.

Chaske: Algo que mudou nossas vidas.

O Taylor vai fazer uma tatuagem também?

Chaske: Ah, não posso falar por ele.

Alex: Talvez, se ele já tiver 18 anos quando fizermos isso.

O que vocês sentiram quando viram seus lobos na versão final do filme pela primeira vez?

Chaske: Achei que ele ficou muito legal.

Bronson: Eu fiquei literalmente arrepiado. Tipo, “Nooosssa, isso é maravilhoso!” Ficou muito lindo. O Chris fez um trabalho incrível, e a equipe de efeitos especiais também.

Alex: Sim, o Phil Tippett fez um ótimo trabalho com os efeitos especiais. Eu sempre quis participar de um filme que não envolvesse tantos efeitos especiais, mas com os efeitos eu posso ser grande e ter super poderes. Acho que ao poder me transformar em lobo, lutar e todas essas coisas, me senti como uma criança em uma loja de doces. Não poderia querer mais. Eles tiveram algumas técnicas que destacaram os lobos. Você consegue ver a diferença entre eles. E os lobos se encaixam perfeitamente em nossos personagens.

Chaske: E são os nossos olhos neles.

Bronson: Nossos olhos são os olhos que os lobos têm, isso é muito legal.

Vocês saiam com o Taylor também?

Chaske: Ah sim. Ele fez parte disso também. Ele nos levou ao boliche. Ele joga muito bem. Ele é um cara muito legal.

Alex: Nós divertimos juntos. E para o Taylor foi o seguinte: o primeiro filme fala mais dos Cullens. E esse é sobre a matilha, acho que ele se sentiu mais confortável e queria passar mais tempo conosco. Foi bom. Nos ajudamos e nos divertimos muito.

Chaske: Ele é um ator muito forte, e acho que esse filme fará com que ele fique em um nível diferente. Ele é um bom ator. Coloca o coração e alma nisso. Ele ganhou 13 quilos, é muito dedicado. É um dos caras mais legais que existe.

O que vocês acharam do primeiro filme?

Chaske: Eu assisti ao filme no avião a caminho de Vancouver, eu não sabia muito sobre ele. Quando entrei para o elenco, fiz minha pesquisa sobre o assunto, e assisti ao filme no voo. Foi tipo, “Já sei do que se trata. Posso fazê-lo agora.”

Já que o Taylor não é um nativo americano, vocês conversaram ou ensinaram algo a ele sobre a cultura?

Chaske: Ele foi bem receptivo. Ele entende isso. Nós fizemos o melhor que pudemos com ele, ele é a pessoa certa para o papel. Sou muito protetor em relação a ele.

Kiowa: Ele é como se fosse nosso irmão.

Chaske: O amamos loucamente. Ele perguntou muitas coisas sobre nossas tribos, e conversamos sobre isso. Faço algumas coisas que fazem parte da minha cultura, e passei isso a ele.

Alex: O negócio é que nem somos quileutes. E para nós, representar a tribo era como se nem fossemos nativos. Isso não importa porque os costumes são diferentes. Não ensinamos a ele como ser um Quileute, porque nem sabemos como é isso. Tudo o que tínhamos era a nossa cultura para trazer às gravações. Sabíamos como respeitar a mitologia da tribo, e o Taylor foi receptivo em relação a isso.

Chaske: Ele tem sua própria cultura, e poderia tirar suas conclusões daí.

O que vocês aprenderam sobre os Quileutes? O que sabem deles?

Alex: Durante o casting, fiz algumas pesquisas sobre eles, sei que eles são baleeiros e suas canoas são inspiradas para serem mais bonitas do que muitos veleiros. Eles eram muito rápidos, podiam sair de Washington e iam para San Diego para caçarem baleias. Conheci a mitologia e a história deles. Os Quileutes vieram dos lobos e se transformaram em pessoas, mas não se transformam em lobos novamente. É isso aí. Foi isso o que a Stephenie mudou, ela pegou algumas coisas e colocou mais fantasia na história.

Chaske: Eu fiquei maravilhado com essa narrativa. Me atraiu demais.

É estranho passar tanto tempo sem camisa no filme ou vocês se acostumaram com isso?

Chaske: Fazemos qualquer coisa para levar as mulheres ao cinema!

Bronson: É isso aí!

Alex: Estamos avisando vocês caras, “Assistam ao filme porque suas namoradas estarão lá assistindo.”

Chaske: Há muita ação em Lua Nova, então as garotas podem trazer seus namorados para assistirem ao filme. Acho que eles irão gostar.

Alex: Eles não têm escolha. Suas namoradas estarão lá. Mas não é estranho não. Quando começamos a gravar, já estávamos acostumados a malhar sem camisa. Virou costume. Foi isso. Você não pode ficar intimidado pelo seu corpo. Não é a hora para fazer isso, a cena está rolando e você tem que se deixar levar.

Chaske: Isso nos ajudou a incorporar os personagens.

Bronson: Logo que eu tirei meu short e minha camisa, eu senti o Jared.

Alex: Logo que comecei a me bronzear, eu senti o Paul.

Bronson: Esse bronzeado sempre manchava minhas roupas.

Chaske: Essa é a parte difícil também.

Alex: Acho que eles colocaram óleo de carro em nós. É tudo marrom e cobre. No banho, parecia que eu tinha matado alguém por causa da cor da água.

Quão frio estava durante as gravações?

Alex: Acho que uns 10° graus, estava chovendo. Muito frio.

Chaske: Poderíamos facilmente cortar um vidro com nossos mamilos.

Alex: Teremos uma empresa de vidros. Wolf Pack & Friends.

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