Los Angeles Times entrevista Peter Facinelli

Ele atua há muitos anos, mas não estava preparado para o sucesso da saga.


Peter Facinelli veio a Los Angeles para mais uma aparição na divulgação de Lua Nova. Mas você não saberia que ele faz parte desse fenômeno mundial, ele não anda por aí cercado de seguranças e não havia gritos histéricos dos fãs por perto. Era apenas ele, Peter Facinelli e sua mochila. E ele prefere que seja assim.

Lua Nova, o último lançamento da bem sucedida Saga Crepúsculo, que continua a liderar as bilheterias – já arrecadou mais de $230 milhões desde sua estreia em 20 de novembro. Facinelli, que interpreta o Dr. Carlisle Cullen, o patriarca do clã dos Cullens, ainda acha o frenesi um pouco assustador.

“Não há tantos filmes assim pelos quais as pessoas acampariam para assistí-lo, nem consigo pensar em 5 deles,” disse Facinelli. “Isso pode chegar a ser assustador. Tenho sorte por fazer parte dele. Não há muitos atores que podem dizer o mesmo.”

Facinelli – que tem três filhas e é casado com a atriz de 90210 Jennie Garth, cresceu no Queens, Nova York. Ele começou a atuar aos 15 anos, participou de seriados de TV, e teve sua estreia cinematográfica em Mal Posso Esperar. O filme adolescente de 1998, estrelado pela queridinha da época Jennifer Love Hewitt, não chegou a alcançar o sucesso de Crepúsculo, mas ajudou na carreira de atores como Seth Green, Jason Segel e Selma Blair.

“As coisas eram diferentes,” disse Facinelli. “Éramos jovens e os adolescentes assistiam a esses filmes, mas não havia vários fotógrafos te perseguindo. As coisas não eram tão intensas há 10 anos. Eu lembro que quando alguém tirava uma foto sua, demorava três dias para ela aparecer nos tablóides. Hoje em dia, 30 segundos depois de tirada, ela já está na Internet, 45 segundos depois, milhares de pessoas já comentaram sobre ela.”

Ele participou da série da Fox Fastlane, e também nas séries da HBO Six Feet Under e Damages.

Ele hesitou quando seus agentes lhe apresentaram o papel em um filme de vampiro. “Eu falei, ‘Hum, não’” lembra Facinelli. “Eu tinha orgulho de meus personagens na época. Eu pensei que se tratava de um desses filmes trashes. Sabe, vampiros que saem do caixão e que viram morcegos. Não era bem a minha praia. Mas li o primeiro livro e não pude resistir. Se eu poderia ser um vampiro, o faria. É por isso que eu queria tanto o papel.”

Felizmente, nenhuma pele foi perfurada durante o teste para o papel. Hoje, após dois filmes da saga, Facinelli vê sua vida e carreira darem uma guinada.

“Estou bem ocupado,” diz ele. “Passei a viajar mais. Estou sempre conhecendo pessoas diferentes. Há estou nessa carreira há 15 anos, e eu meio que já tinha alguns fãs. Mas agora há outros fãs. São fãs muito fiéis.”

Entre seus “compromissos médicos”, – além de interpretar o médico vampiro na saga, ele faz também outro médico na série Nurse Jackie – Peter vive se comunicando com os fãs. Ele geralmente pode ser visto usando o seu iPhone, atualizando seus fãs através do Twitter.

“É o jeito que encontrei de ter controle sobre o que as pessoas sabem sobre mim.” É uma tentativa de combater a histeria.

Enquanto seus jovens colegas de elenco estão lidando com toda a agitação da mídia, Facinelli tem uma perspectiva diferente a respeito. “É mais fácil para mim”, ele disse. “Não posso falar pelo Rob ou pela Kristen, porque não estou com eles 24 horas ao dia. Mas o que posso dizer é que eu não conseguiria lidar com todo esse sucesso aos meus 23, 24 anos. Eu não seria capaz de processar tudo isso. Conforme você envelhece, você constantemente tenta se encontrar, e quando eu era mais jovem não pensava assim. Mas agora, eu tenho mais tempo para minhas necessidades.”

Conforme a sede por Crepúsculo alcança alturas surpreendentes, Facinelli está se divertindo com tudo isso. Ele recentemente lançou o Vampire Transformer, um aplicativo do iPhone (compatível também com o iPod Touch) que permite que os usuários se transformem em vampiros com apenas um toque.

“Passei os últimos dias fazendo isso,” disse ele sobre estar navegando por sua galeria de fotos que contém fotos de suas filhas e de sua esposa transformadas em vampiras. “Faço isso sempre que tenho uma folguinha.”

Essas folguinhas estão se tornando raras, mas tudo bem.

“Vou aproveitar isso enquanto durar,” ele disse. “Crepúsculo é um trabalho para mim, e vou continuar a fazer outros trabalhos. E espero que os fãs os assistam também.”

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