Xavier Samuel na GQ Magazine


Há um ano, Xavier Samuel era apenas um ator australiano querendo alcançar o sucesso nos Estados Unidos. Agora ele é um dos novos rostos de Eclipse. Tivemos a oportunidade de conversar com ele.

Xavier, você está falando da Europa, não? O que está fazendo aí?
Estou dirigindo um carrão preto nas ruas de Berlim.

Passeando por aí?
Isso mesmo!

Legal. Bom, você está gravando em Berlim – um filme do Roland Emmerich sobre Shakespeare. É o mesmo Roland Emmerich que fez Independence Day e 2012? Por favor, me diga que nesse filme o Rose Theatre vai acabar explodindo.
Não, mas terá chroma-key, vários efeitos especiais. Eles estão recriando a Londres dessa vez. Será visualmente espetacular. Eu interpreto o Conde de Southampton. Ele é uma das poucas pessoas a quem Shakespeare dedicou um de seus trabalhos.

O Shakespeare será gay no filme?
Há muitas especulações sobre isso. Historicamente, alguns estudiosos dizem que o Conde de Southampton era o amante do Shakespeare. Mas o filme é sobre a origem das peças – sobre quem as escreveu.

Quem foi então?
Talvez o Conde de Oxford. No filme, Shakespeare é um ator analfabeto que colocou seu nome em peças que jamais escreveu. É um suspense.

Falando em suspenses: Você está no pôster de Eclipse. Como isso aconteceu?
Eu fiz o teste para ele em Sydney. Gravei uma fita e mandei.

Os atores sempre fazem isso. Mas, na verdade, nunca conseguem um papel assim.
Faço isso há muito tempo – essa coisa de mandar uma fita para algum teste. Não sei qual o fim que elas levam, ou se alguém chega a assisti-las. Ter uma resposta sobre ela foi uma surpresa. Eu voei para Vancouver após eles me ligarem. Era eu e mais quatro caras. E quando vi, já estava gravando.

Você era fã da Saga Crepúsculo? Diga a verdade.
Eu assisti ao primeiro filme no avião, a caminho de Vancouver. Depois fui direto à uma livraria.

Engraçado. Você interpreta o Riley, um recém-criado em busca de vingança. Só para esclarecer: li o livro, e o Riley só aparece em uma página.
Sim, eu fiquei passando as páginas, me perguntando ‘Cadê o Riley?’ Ele só tem uma fala. Mas no filme, nós vemos esse seu mundo e como que ele monta um exército de recém-criados. É um pacote de ação. E me deu a oportunidade de poder criar mais, ainda bem.

Você causa muitos estragos?
Não mordo ninguém. Jogo um vampiro em um carro em chamas. Também levanto uma tora de madeira com apenas uma mão. Essa tora estava ligada a um sistema hidráulico. Isso faz com que eu pareça super forte.

É difícil ser um novato em uma franquia como essa?
Quase igual ao primeiro dia na escola. Mas me senti como parte da família.

A maioria de suas cenas é com a Bryce Dallas Howard – que interpreta a vilã Victoria. Ela também acabou de entrar para o elenco. Isso ajudou?
Nos aproximamos desde cedo. Fizemos muitas coisas juntas, ensaiávamos juntos e conversamos sobre essa relação de nossos personagens, ela é quase uma Lady Macbeth.

Você está intelectualizando Crepúsculo.
Viu a referência shakespeariana que fiz? (risos) Mas ela o manipula dessa forma.

Estou impressionada. Como foi trabalhar com o chroma-key? Vocês obviamente não estavam lutando com os lobos.
O diretor gritava Ação! e um cara colocava bastão na nossa frente. Esse bastão era um lobo. Eles não nos ensinam isso na escola de artes. Quase enlouqueci naquele dia.

Última pergunta: Você é um dos muitos atores australianos que trabalham em Hollywood. Vocês todos se conhecem?
Temos alguns encontros à meia-noite, o ponto de encontro é perto daquela placa

0 comentários:

Postar um comentário